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SEMIOLOGIA - SINAL DE CULLENS E DE GREY TURNER

20/06/2014 15:28

 

    O sinal de Cullens permite ao examinador indentificar, principalmente, alterações pancreáticas como a pancreatite crônica. Como sabemos, o pancreas é um orgão carnoso, localizado retroperitonealmete, posterior ao estômago, à esquerda da parte descendente do duodeno e à direita do Baço, é dividido, principalmente em  4 porções: cabeça, colo, corpo  e cauda. Sua irrigação descende principalmente das artérias  pancreática magna, ramo da a esplênica e pancreaticoduodenais, ramos da gastroduodenal.

    Em alterações pancreaticas como a pancratite crônica agudizada, pode haver lesao do parenquima pancreático levando a estravasamento de sangue para o retroperitôneo, esse sangue pode acumular-se na região anterior do abdomem, principalmente na região periumbilical. A euimose periumbilical caracterítica geral o chamado Sinal de Cullens

    Se a equimose estuver mais concetrada na região dos flancos, agora o sinal passa a ser chamado de Sinal de Grey-Turner.

IMAGINOLOGIA - SÍNDROME DE CHILAIDITE E SINAL DE CHILAIDITI

19/06/2014 14:57



Denomina-se síndrome de Chilaiditi a interposição temporária ou permanente do cólon ou intestino delgado no espaço hepatodiafragmático, causando sintomas. A apresentação isolada e assintomática é conhecida como sinal de Chilaiditi. Este sinal foi descrito inicialmente em 1865 por Cantini ao exame clínico, porém apenas em 1910, com a publicação de três casos por Demetrius Chilaiditi, sedimentou-se como um diagnóstico radiológico. Sua incidência em radiografias situa-se entre 0,025% e 0,28% incluindo todas as faixas etárias, aumentando levemente nos maiores de 60 anos de idade, sendo mais comuns em homens do que em mulheres, em uma relação de 4:1.
Interposição hepatodiafragmática de víscera oca, cólon ou intestino, descrita em 1910 por Chilaiditi, é entidade rara, normalmente achado fortuito de exames de imagem. Sua incidência chega a 0,3% em radiografias simples de tórax e a 2,4% em tomografias computadorizadas de tórax/abdome. Quando associada com sintomas (dor, náuseas, dispepsia e vômitos), é chamada síndrome de Chilaiditi. Sua causa é desconhecida, mas provavelmente multifatorial. Várias condições, ao alterarem as relações anatômicas entre fígado, cólon e diafragma, facilitam o surgimento da síndrome de Chilaiditi. Estes fatores predisponentes podem ser divididos entre fatores hepáticos (ptose por relaxamento de seus ligamentos, cirrose, atrofia hepática, ascite), intestinais (megacólon, meteorismo, motilidade colônica anormal) e diafragmáticos (adelgaçamento do diafragma, lesões de nervo frênico, mudanças na pressão intratorácica, como no enfisema). Em indivíduos sadios a síndrome de Chilaiditi é normalmente atribuída ao aumento no comprimento, diâmetro e mobilidade do cólon.
A grande importância da síndrome de Chilaiditi está no seu diagnóstico diferencial com entidades que cursam com pneumoperitônio, este normalmente implicando cirurgia imediata. Outro diagnóstico a ser descartado é o abscesso subfrênico. Persistindo a dúvida após a radiografia simples de tórax, pode-se complementá-la com incidências em perfil (as haustrações são mais bem visualizadas em visão lateral) e em decúbito lateral esquerdo com raios horizontais. Nesta, o ar livre tende a migrar para a goteira parietocólica enquanto o ar dentro da alça tende a permanecer em posição subfrênica. Outros exames de imagem indicados no diagnóstico diferencial da síndrome de Chilaiditi são o enema opaco e a tomografia computadorizada de tórax/abdome, sendo esta considerada o método de maior acurácia diagnóstica.
O tratamento da síndrome de Chilaiditi é normalmente conservador, incluindo perda de peso, controle de aerofagia e ascite, e mudança de decúbito. Raramente pode ser necessária abordagem cirúrgica com ressecção ou, mais comum, fixação da víscera interposta.
Fonte de pesquisa:
Síndrome de Chilaiditi: Relato de caso
Rachid Guimarães Nagem; Henrique Leite Freitas.
https://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0100-39842011000500014&script=sci_arttext

SEMIOLOGIA - SINAL DE MURPHY

19/06/2014 14:25

O  sinal de Murphy  ou sinal da inspiração interrompida é de estrema importância para a detecção de afecções na vesicula biliar. Em termos gerais, consiste em dígito-pressão da região do ponto cístico durante a inspiração do paciente. Vamos explicar tudo pass by pass.

PONTO CÍSTICO:  O ponto cístico é uma região de maior probabilidade de localização da vesícula biliar.  A sua localização varia dependendo da forma do abdome do paciente. Para pacientes normolíneos e com abdome plano, o ponto cístico pode ser encontrado na região de intersecção da borda lateral do músculo reto abdominal direito com o rebordo costal direito. Estando, portanto, em uma região de fronteira entre a região do flanco direito e mesogátrio. Já em pacientes obesos ou grávidas, a localização do ponto cístico é um pouco mais laborioso e requer do examinador mais atenção. O mecanismo é o seguinte: A partir da espinha ilíaca anterossuperior esquerda traça-se uma linha imaginária passando obrigatoriamente pela cicatriz umbilical em direção ao rebordo costal direito. O ponto de chegada desta linha no rebordo costal direito indica o local mais provável do ponto cístico.

    Uma vez localizado o ponto cístico, a Visualização do Sinal de Murphy fica mais inteligível. 

    O examinador pede ao paciente que realize uma inspiração voluntária e profunda. Na expiração subsequente o examinador faz uma dígitopressão na região previamente reconhecida como ponto cístico. Solicita, então que o paciente continue o movimento respiratório e inspire profundamente. 

    Se o sinal estiver presente, o paciente sentirá dor ou desconforto no momento da inspiração e interromperá o progresso da inspiração ( por isso chamado  de sinal da inspiração interrompida). Isso ocorre pois, no momento da expiração, os orgãos abdominais, incluindo o fígado e sua vesícula biliar sobem, obedecendo à diminuição da pressão intraabdominal originária do relaxamento do diafrágma. E, nesse momento, o dedo do examinador vai se interpor no local de descida da vesícula biliar ( ponto cístico) que se chocará com a mesma no momento da inspiração, ocasionando a dor na região cística.

SEMIOLOGIA - SINAL DO PSOAS

19/06/2014 14:01

O sinal do Psoas é uma ferramenta diagnóstica para detecção de psoíte (Inflamação do m. Psoas maior) e inflamação retroperitoneal. É uma manobra simples, mas pouco recordada pelos profissionais, e que, se usada de modo correto e bem interpretado, pode sugerir alguns diagnósticos ou suspeitas.

A manobra pode ser feita de algumas formar diferentes, tendo como base fundamental a extensão ativa do m. psoas maior pelo examinador. A forma mais comum de realização do Sinal do Psoas é a seguinte: Paciente, primeiramente, em decúbito dorsal e examinador a seu lado, dependendo do lado a ser examinado pode estar a direita ou a esquera. entenda que, aqui, o importante é a facilitação da manobra para o examinador, portanto sua mobilidade é fundamental para a execução e interpretação da manobra. Em seguida, o examinador coloca o paciente em decúbito lateral contralateral ao membro analizado e pede ao paciente que enrijeça a articulação do joelho para que essa não se dobre durante a manobra de pesquisa. Com essas determinações, o examinador faz um extensão forçada da articulação coxofemoral. É importante que se possa ver as fácies do paciente para verificar a presença de dor, pois nem sempre o paciente vai afirmar para o examinador que sentiu dor. Portanto, deve-se manter uma postura que facilite a visualização da região cefálica do paciente.

SEMIOLOGIA - MANOBRA DE PATRICK-FABERE

19/06/2014 13:33

    A manobra de Patrick-Fabere é uma importante ferramenta para evidenciação de lesões nas articulações sacroilíacas e coxofemoral. O procedimento é  de simples execução, porém, merece atenção para sua correta aplicação e sinais observados. 

    Primeiramente, coloca-se o paciente em decúbito dorsal em posição neutra e relaxado. Então, o analisador coloca-se à direita do paciente, embora o membro analisado seja o do lado esquerdo. a seguir realiza-se os movimentos característicos que nos permitem analisar alteraçãoes nas articulações sacroilíacas e coxofemoral. Os movimentos a serem executados para a Manobra de Patrick-Fabere são: Flexão da coxa sobre o quadril em concomitância com  flexão do joelho, abdução da coxa, seguida de rotação externa da perna em análise. O paciente, com esses movimentos formará um "quatro" com os membros inferiores, de forma que a regiãoo fibular e maleolar lateral estará em contato com a região prépatelar contralateral.

    Na posição de execução, agora, o analisador deverá colocar uma das mãos sobre a espinha ilíaca anterossuperior contralateral à articulação analisada e sobre a articulação tíbiofemoral (lado medial que estará voltado para cima) ipsilateral, fazendo pressão nessas áreas, forçando, assim, as duas articulações em questão no sentido posterior, usando seu centro de massa para a execução. Observar a aplicação para não aplicar muita força e ocasionar uma lesão secundária à execução do teste. Para tanto, observar as fácies do paciente que será a melhor indicativa de dor, ou outra alteração que possa ser indentificada pelo analista.

    Dica importante: existe um mnemônico importante e que pode ser um importante subterfúgio para recordar os movimentos a serem realizados pelo profissional  na execução da manobra de Patrick-Fabere. Nessa Manobra, O próprio nome  revela uma dica dos movimentos: FABERE. Então é lembrar que os movimentos são:

  • F: FLEXÃO DA COXA E JOELHO
  • AB: ABDUÇÃO DA COXA
  • RE: ROTAÇÃO EXTERNA DA PERNA.

    Então, vê-se que FABERE, indica os movimentos a serem aplicados nessa importante manobra semiológica do sistema osteoarticular.

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19/06/2014 03:13

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